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O despertar do
barroco Italiano
e o aparecimento da ópera
No último quartel do século XVI em Florença, um grupo
de escritores e músicos auto-denominado «Camerata» concluíam que o
elaborado tecido contrapontístico da música, obscurecia as palavras.
Estas, pensavam eles, deveriam ter sempre relevância sobre a música,
cuja função era apenas exprimir-lhe o plano afectivo, as emoções e os
estados de alma.
Várias tentativas terão existido à época, mas para a ópera sobreviver,
seria necessário um génio que viesse trazer um sopro de vida e emoção ao
estilo, e este foi Cláudio Monteverdi. Nascido em Cremona, no final da
renascença, Monteverdi foi, para além de compositor e maestro, também
cantor e gambista. Foi Monteverdi o «arquitecto» principal da transição
da Renascença para o Barroco, ficando na História da Música como o «Pai»
da Ópera.
Estreada em Mântua no ano de 1607, com música de Monteverdi e libreto de
Striggio, L' Orfeo é de facto a primeira ópera que chega aos nossos dias,
onde a grande música acentua o impacto dramático do Libreto.
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